Por: Gonçalves ZUMA
A empresa cimentos de Moçambique que iniciou a actividade na produção de cimento em 1924 foi vendida ao grupo chinês Hauxin cement. A legalização da venda, ronda nos 265 milhões de dólares. A venda da empresa cimentos de Moçambique resulta da fraca aderência aos produtos da mesma e consequentemente a baixa rentabilização da empresa. Há anos que a indústria cimenteira em Moçambique opera abaixo da sua capacidade instalada de produção que está na ordem de 4.7 milhões de toneladas por ano. A empresa em 2019 somou prejuízos avultados e o Conselho de Administração associa a situação negativa com a baixa procura deste produto no mercado e chegou a encerrar uma unidade de produção de cimento no município da Matola, província de Maputo, que custou cerca de 25 milhões de dólares. Para sustentar a compra, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) esclarece num documento disponibilizado a nossa equipe nesta terça-feira (12), que recebeu, em Julho, uma notificação da operação de concentração de empresas, no âmbito da Lei da Concorrência. A referida acção consistiu na aquisição pela HuaxinCementCo. Ltd de 100 % das participações detidas pela InterceCement na Nepal Portland CementCompany (Pty) Lda (NPC), até então proprietária da Cimentos de Moçambique. Cimentos de Moçambique é a maior empresa do sector de construção em Moçambique, tendo iniciado a sua operação em 1924. Com presença nas regiões de Matola, Dondo e Nacala.